Meninos, eu vi !

Nação Bacalhau,

Traduzir em palavras a catarse de sentimentos e de emoções que se sucederam após o apito final da partida de quarta-feira seria impossível, e ainda é, pois como dizem, a ficha ainda não caiu, parece que ainda sofremos com um jejum enorme, mesmo sabendo que ele acabou, mas isso se deve ao tamanho da pressão que sofremos nesses últimos anos, e sim, fomos nós, carregadores de pianos do dia a dia vascaíno, os torcedores, que realmente sofremos com as derrotas, com as humilhações, com as piadas…

Pois é meninos, os últimos 8 anos não foram nada fáceis, não mesmo, e ontem após a consolidação de nosso sucesso, ao telefone, chorando evidentemente, parecia que um filme passava na minha cabeça, um filme de horror, e pior, que nunca chegava ao final, interminável, que garanto que ainda ecoa, mas que o mar de vascaínos que recepcionou nossos heróis fez que questão de lavar e levar para cada vez mais longe pela onda vascaína que tomou conta do Rio, do Brasil…!

Meninos eu vi um clube que, após conquistar quase tudo em pouco mais de 4 anos, entrava numa crise que parecia não ter fim, de todas as formas: Moral, política, financeira e de consciência. Ano após ano nos afundávamos nos nossos próprios erros, nas próprias mazelas e o clube se consumia, se destruía, criando um abismo imenso entre o que ele foi recentemente e o que a sua imensa torcida bem feliz acabara de ver e o que ela queria, ficando a pergunta: Meu deus, aonde fomos e aonde vamos parar ?

Meninos eu vi uma sucessão de indigentes e imorais vestirem nossa camisa, de brigas internas acabarem com o já frágil ambiente que dia após dia ficava mais pesado, mais denso, e com essas brigas, a contaminação passar para o campo era questão de tempo, tornando a nossa vida um verdadeiro inferno na terra, ano após ano, dia após dia, jogo após jogo !

Meninos eu vi nossos rivais ganharem títulos, chegarem em finais, levantarem taças e nós sendo chamados de quarta força, de novo América, de pequenos, de sem futuro, isso para um clube que, volto a frisar, há pouco tempo era dono da América, do Rio de Janeiro, do Brasil.

Meninos eu vi chegarmos ao fundo do poço, uma humilhação sem igual que ocorreu em dezembro de 2008 e que até hoje machuca, dói e dá um nó no estômago somente de lembrar, pois essa mancha é eterna e naquele momento parecia que a confiança tão sólida que eu havia colocado nesse mesmo blog dias atrás, confiança que nos levou a lugares e conquistas consideradas impossíveis, havia se perdido para sempre, o mundo desabava na nossa cabeça naquela tarde de domingo…

Mas meninos também vi uma mola naquele poço sem fundo, pequena diga-se de passagem mas que foi suficiente para escalarmos as paredes do buraco, com extrema dificuldade, mas sempre olhando para cima e vislumbrando a passagem de volta aos dias de glórias, aos títulos, ao orgulho, a volta às raízes, de onde realmente viemos e de como chegamos aqui, porquê chegamos e que nada foi por acaso !

Vi uma torcida de certa forma acomodada se tornar cada vez mais fanática, cada vez mais apaixonada, que abraçou a instituição, que pegou o cube no colo e o embalou até que ele acordasse de novo, que ele despertasse, como um pai que ensina o filho a andar de bicicleta pela primeira vez e depois se solta mas nunca é deixado sozinho, sempre sob observação constante !

Essa torcida NUNCA atrapalhou o desempenho em campo, ela apenas, com o seu nervosismo e suas cobranças mandou um recado para quem estava em campo: A humilhação acabou, vamos empurrar, mas queremos raça, queremos voltar de onde nunca deveríamos ter saído, azar ou sorte de vocês, se virem !

E finalmente meninos, eu vi, o que me envelheceu alguns anos, um jogo nervoso, tenso mas que graças a todos os santos, coroou não somente um time, mas uma torcida que mais do que qualquer outra, merecia a volta por cima em grande estilo, sofrido ao extremo, mas em grande estilo, até porquê ninguém disse que seria fácil, mas certamente que valeria muito, muito a pena !

O momento é espetacular, uma alegria e uma energia positiva que parece não ter fim, e agora é hora de aproveitar já que no sábado o nosso rei estará oficialmente reapresentado e o céu é o limite, mas tenho certeza que, apesar dos momentos de tristeza e de incerteza terem ficado no passado, nunca nos esqueçamos das lágrimas derramadas quando nada dava certo, pois são essas marcas que não nos deixarão cometer os mesmos erros e nem deixar que outros cometam, e que são os momentos nebulosos que nos fazem crer em dias melhores, nos fortalecem e dão cada vez mais certeza que somos abençoados por termos a cruz de malta no peito desde que nascemos…!

É CAMPEÃO !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Rafael De Nadai Bacchi – Sócio númer0 11639

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Sobre rafaelbacchi151082

Vascaíno de coração, que leva a cruz de malta no peito desde que nasceu !
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